As companhias aéreas não são os donos do mercado

Cadê a coerência? Cadê a capacidade de negociação? Até quando as companhias aéreas vão querer medir forças com a força de trabalho e entidades sindicais?

Estou “pelegando” furando análise e trabalhando, acreditando que a alta direção da ANAC vai ceder e dar atenção ao que realmente mais importa nesse instante.

Cadê? A ANAC finalmente vai ceder? Ou os empregados que ainda estão mantendo alguns negócios em funcionamento vão ter que segurar a onda aos trancos e barrancos por tempo indeterminado? Além de se indispor com os demais colegas da categoria, e também contrariar a análise, que pelo que entendi tem base legal.

Cadê a capacidade de negociação? Vão deixar a mídia e os “inimigos” darem as cartas e se aproveitarem da situação?

Compreendo o comentário de cada pessoa em relação aos preços que mudam tão drasticamente no mercado aéreo brasileiro, contudo, uma situação de anormalidade com tendência de agravo está instalada, se não houver cessão o “barco vai continuar afundando”, para quem está nas bases pelo menos não tem normalidade. O desejo é que o impasse seja encarado com mais coerência e assertividade.

Os lados tem tentado argumentar bem seus interesses, e esse fogo cruzado está prestes a sair das mãos desses atores. Onde vamos parar dessa forma?

Será necessário puxão de orelha ou outra intervenção externa vinda de outro país ou de uma empresa aérea estrangeira? E infelizmente essa normalidade já não existe, e se está existindo ainda em alguma ótica: nesse trajeto atual ela não é sustentável. Quando você compra uma passagem por um preço e logo depois (dias ou horas depois) o preço está muito mais caro, precisamos nos proteger de alguma forma.

Com todo respeito das palavras, reflexões não pagam contas e a força de trabalho não tem culpa do que se passa com a falta de regulação da ANAC. Diante de objetivos diferentes com a associação, nós trabalhadores ficamos no meio da guerra aguardando impotentes que foquem em um acordo.

Sugiro que o título seja corrigido, já que a análise não é “realizada” pelos clientes “reféns” das companhias aéreas e sim, coordenada por elas, como está escrito mais adiante. A análise é dos turistas, inclusive dos que são contra. Se estes últimos estivessem presentes nos pacotes turísticos, talvez o resultado fosse diferente.

Parece que nos últimos 60 anos só demos desgosto à sociedade para ficarmos fragilizados perante a opinião pública quando estamos em campanha salarial. Sempre que há uma análise, temos a sensação que “é tiro no pé”. Se é isto, então quais alternativas então devem ser sugeridas aos viajantes, especialmente nos casos em que a negociação não prossegue, que não se consegue nem a reposição da inflação passada (que dirá da futura), ou que uma das partes se retira da mesa? Como compraremos passagens para nossas próximas viagens? Creio que os turistas acharão as sugestões benvindas.

O ataque já está ocorrendo. A população pode até não entender o que está ocorrendo, mas nós, enquanto nós que gostamos de viajar temos obrigação de fazer nossa parte. Não fosse isso não teríamos hoje uma série de conquistas. A mídia sempre cumpriu este papel.

Os viajantes são sempre convidados a refletir e superar os “desafios”. E esse blog está refletindo sobre nossas contas. Vamos continuar batalhando para conscientizar a todos sobre os perigos inerentes às viagens.

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